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Ferrovia de 575 km promete transformar logística entre RJ e ES.

Publicada em: 27/10/2025 06:52 -

Uma nova ferrovia ambiciosa, com extensão de 575 quilômetros, está planejada para ligar Nova Iguaçu (RJ) a Santa Leopoldina (ES), com previsão de investimento total em torno de R$ 7,88 bilhões — sendo R$ 4,6 bilhões provenientes da iniciativa privada e até R$ 3,28 bilhões de recursos públicos.  

O projeto, denominado EF‑118, tem como objetivo central facilitar o escoamento de cargas agrícolas, minerais e industriais entre os dois estados, integrando portos estratégicos e reduzindo gargalos logísticos consagrados no Sudeste. A expectativa é que, em operação plena, a ferrovia seja capaz de movimentar até 40 milhões de toneladas por ano.  

Por que esse projeto importa

* Integração logística — o traçado permite nova rota de transporte que descongestiona rodovias e amplia alternativas de escoamento para portos no RJ e ES.

* Competitividade do setor produtivo — menores custos de transporte significam ganhos nas cadeias de produção agrícola e mineral.

* Desenvolvimento regional — estados envolvidos podem se tornar eixos logísticos com atração de investimentos, empregos e infraestrutura associada.

Os desafios que precisam ser vencidos

O cronograma antecipa que o edital de concessão seja lançado ainda neste ano, com conclusão de contratação até o primeiro trimestre de 2026. As operações comerciais, contudo, estão previstas para o período entre 2033 e 2035.  

Entre as principais barreiras estão:

• Aprovação de órgãos reguladores e ambientais.

• Desapropriações ou ajustes de traçado indispensáveis em terreno complexo.

• Conexão eficiente com redes ferroviárias existentes e terminais portuários.

• Garantia de fluxo de carga que viabilize economicamente o investimento.

 

Em resumo

 

O projeto da ferrovia EF-118 figura como um marco de infraestrutura para o Sudeste brasileiro. Se executado conforme o plano, pode redesenhar o mapa logístico da região — alterando rotas, reduzindo custos de transporte e abrindo oportunidades para o agronegócio e a mineração.

A vigilância será máxima nos próximos anos: licitação, construção, integração com portos e malhas existentes irão determinar se o “salto” prometido se concretiza ou se o caminho será mais tortuoso.

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