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Vazamento de operação no Rio envolve traficantes do ES

Publicada em: 30/10/2025 15:23 -

Dois homens feridos em confronto com a Polícia Militar no Rio de Janeiro se identificaram como chefes do Comando Vermelho no Espírito Santo. Eles afirmaram que deixaram o Complexo do Alemão após saberem que haveria uma grande operação policial na região. O relato, feito aos agentes durante atendimento, revelou o vazamento da ação horas antes do início da incursão nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio.

De acordo com documento obtido pela Folha de São Paulo, as forças de segurança já tinham conhecimento do vazamento quatro horas antes da operação começar, na manhã de terça-feira (28).

Durante a madrugada, por volta da 1h, cerca de 20 homens em motos trocaram tiros com policiais em um dos acessos das comunidades. Dois deles foram baleados e morreram no hospital. Segundo o registro de ocorrência, ambos disseram ser do Espírito Santo e fugiam porque “sabiam da operação iminente”.

Os policiais relataram que faziam patrulhamento na estrada Ademar Bibiano, em Del Castilho, quando viram as motocicletas saindo do Alemão. Ao perceberem a aproximação da viatura, os suspeitos fugiram em direção à avenida Itaoca. Nas proximidades da estação de Bonsucesso, houve troca de tiros com três agentes que revidaram com 25 disparos de fuzil.

Após o confronto, os PMs encontraram dois homens feridos. Um deles portava um fuzil Taurus calibre 5.56 com 12 munições. O outro estava com uma pistola Glock 9mm e três granadas caseiras. Ambos foram levados ao Hospital Salgado Filho, onde morreram.

Mesmo com o alerta do vazamento, cerca de 2.500 policiais iniciaram a operação “Contenção” às 6h. A ação se tornou a mais letal da história do Rio, com 121 mortos, segundo dados oficiais.

Confronto na mata

Segundo o secretário da PM, coronel Marcelo Menezes, o Bope utilizou uma nova estratégia durante a operação: formar um “muro humano” para impedir a fuga dos criminosos. Policiais subiram a serra da Misericórdia e cercaram os suspeitos na mata, enquanto outro grupo aguardava do lado oposto.

“O que a gente fez de diferente nessa operação foi a incursão de homens do Bope na área mais alta da montanha, criando o que a gente chamou de muro do Bope”, explicou Menezes.

*Com informações da Folha de São Paulo.

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