Filipe Bragança sobre feminilidade de Magal: ‘Acho necessário’

O ator e cantor Filipe Bragança é o convidado dessa semana do programa “Na Palma da Mari”, apresentado por Mari Palma. O programa será transmitido na quinta-feira, 06 de junho, às 20h, no canal CNN POP no You Tube.

A seguir, enviados com exclusividade ao OFuxico, alguns dos destaques da fala do ator, que atuou recentemente na TV com a novela “Elas Por Elas” como Giovanni e que acaba de estrear o longa-metragem nacional “Meu Sangue Ferve por Você”, em que vive o cantor Sidney Magal. Além disso, Filipe Bragança ressaltou a importância da “feminilidade” de Magal na Dtadura Militar.

Tendo ficado no ar de setembro a abril como Giovanni em “Elas por Elas”, Filipe Bragança passou a admirar mais o gênero: “Eu acho que a novela tem um calor brasileiro e uma relação com o público, com a população brasileira, que é muito importante”.

“A gente falou das séries, dos streamings, mas a gente tá falando de um país muito grande que muita gente não tem condições de pagar todos esses streamings, sequer pagar algum streaming, portanto o que elas têm acesso é a TV aberta”, avaliou ele, em síntese.

“O entretenimento que elas podem assistir é a novela. Então é muito importante que a gente valorize a novela nesse sentido. Muita gente que não gosta e que julga a qualidade das novelas, mas eu acho que é algo muito importante pro nosso país e pro nosso povo”, afirmou o ator em seguida.

“Eu acho que a gente tem que investir e tentar melhorar sempre, e tem que gostar de fazer, e tem que valorizar. Eu valorizo nesse lugar. Acho que eu passei a valorizar ainda mais depois que fiz ‘Elas por Elas’”, garantiu Filipe Bragança, em suma.

Filipe Bragança fala sobre feminilidade de Sidney Magal

Posteriormente, Filipe Bragança comentou sobre incorporar a “feminilidade” de Sidney Magal para atuar no filme: “O ator não pode ter vaidade, não pode julgar o personagem, não pode se julgar também. É algo que nem se pensa a respeito. Eu preciso avançar esse personagem com todas as nuances que ele tem pra oferecer”.


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“Então se eu preciso abraçar esse lado feminino, e é importante que os atores em geral façam isso para qualquer papel, eu fiz isso. Eu acho que é necessário. Magal usava salto desse tamanho, vestia roupas com brilho, roupas coladas. Era tudo muito exagerado nesse sentido. E de fato, você falou, em uma época muito mais conservadora que hoje”, refletiu o rapaz.

“Era a ditadura, na verdade, era a década de 70. Eu acho que o filme também tem uma linguagem muito própria. Não é uma imitação do Magal. Magal já foi imitado várias vezes por várias pessoas. E isso é definitivamente o que eu não queria fazer”, apontou ele.

“Então eu acho que a linguagem do filme também permite que eu pudesse entregar esse personagem com um certo tom de fantasia. É um filme quase lúdico nesse sentido. Acho que permitiu ainda mais que o Magal se tornasse esse personagem fabulesco”, afirmou então Filipe.

Criado em um ambiente sensível

Aliás, o tema de sensibilidade masculina não é um tabu para Filipe Bragança: “Meu pai é o cara mais chorão do planeta terra. Inclusive a gente tem que tomar cuidado com ele porque ele é muito sensível. Eu cresci em um ambiente muito amoroso, muito compreensivo, muito distante dessa masculinidade tóxica”.

“Apesar de que existe uma certa toxicidade e um certo machismo em qualquer homem, e talvez em qualquer pessoa que tenha crescido na nossa sociedade. Mas eu cresci em um ambiente muito saudável nesse sentido”, disse.

História inusitada com o tapa-sexo

Aliás, a história de Mahal e Magali reforçou o romantismo no ator: “Eu sou obrigado a acreditar diante dessa história do Magal com a Magali. Eu sou muito romântico. Eu acho que amor à primeira vista… É porque o amor é algo que se constrói, então se a gente puder mudar para paixão à primeira vista talvez faça mais sentido”.

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“Mas eu não sei, eu gosto de acreditar. Eu sou romântico nesse sentido. Eu quero acreditar no amor à primeira vista e eu acho que realmente existe. Se o Magal se apaixonou da maneira que ele conta. Inclusive, sempre que ele conta a história de como conheceu a Magali, ele chora”, revelou.

Por fim, o rapaz contou uma história inusitada envolvendo o tapa-sexo nas filmagens: “Quando você vai fazer cena de sexo, eles colocam tapa sexo. Só que teve uma cena que eu fui fazer. Na verdade, o tapa sexo masculino é complicado. O feminino é mais simples”.

“O masculino é basicamente uma meia que você coloca suas partes íntimas e eles colam com esparadrapo a meia em você. Só que a cena acabou e eu fui sair, aí o esparadrapo colou na cama e saiu. Não sei se viram 100% de mim aquele dia, talvez 60%. E ainda doeu por conta do esparadrapo. Nessa profissão tem dessas”, concluiu ele, por fim.